Caramba! Ontem fez exatamente um ano que postei pela última vez no blog!
Não quer dizer que neste período eu estava hibernando com a mente paralizada sem pensar, maturar nada...
É claro que não! Talvez eu não tenha tido paciência, saco, tempo ou tudo isso junto, para publicar.
Bom, uma coisa tenho que relatar: por força das circunstâncias tive que criar outro blog (Minha Vida Cultural) para atender à demanda da disciplina Dimensão Estética da Educação que cursei esse semestre (UFBA, 2009.2). Sendo assim, postei algumas coisas neste novo blog; mas digo logo que uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa, ou seja, os blogs têm objetivos diferentes, conteúdos diferentes.
Voltando à primeira e provavelmente última postagem de 2009, venho comentar sobre um fato observado por mim, de mim, por algum tempo...
Desde que me entendo por gente, calma, não tão distante assim, desde a adolescência, que sou "diferente". Como diferente? Voce pode me perguntar. Nunca fui de gostar das mesmas coisas que a maioria gostava. Desde o modo de se vestir, do tipo de música, da comida, do tipo de menina, das cores, sei la... de tudo em geral. Cheguei a ser chamado de "do contra". Normal. Isso era ótimo; eu adorava!
O tempo foi passando e esse lance de ser diferente continuou. Hoje paro e olho o passado e vejo que perdi algumas coisas legais, deixei de escutar as músicas de sucesso da época (por exemplo, todos adoravam Legião Urbana e eu odiava!), deixei de assistir alguns filmes, de ir a alguns lugares... Muitas dessas coisas tenho como "recuperar", mas outras não.
Estava pensando nisso hoje e resolvi postar... escrevi para uma amiga em um bate-papo desses da vida: "se o meu diferente começa a ficar muito igual aos outros, tenho que mudar, nem que seja voltar ao que era antes... mas sempre mantendo a diferença" - esse sou eu. Eu sou assim, gosto de ser assim e "pago" conscientemente o "preço" por ser assim.
Aliás esse é outro tema para uma postagem... Pagar pelas nossas escolhas, pelos nossos atos. Mas isso fica para o ano que vem... ;)
Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais.
Bob Marley
Quanto mais diferente de mim alguém é mais real me parece, porque menos depende da minha subjetividade.
Fernando Pessoa
Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.
Arthur da Távola
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Ser diferente
terça-feira, 8 de julho de 2008
Felicidade Inconsciente
Bom, após um bom tempo sem postar, estou de volta.
Neste período de ausência pensei em várias coisas, vários temas e assuntos para o blog. Confesso que me faltou disposição, ânimo para escrever.
Voltando ao tema deste post, registro como foi que cheguei a esse questionamento: uma pessoa muito próxima (e importante para mim) me exclamou: "eu era feliz e não sabia!".
Parei e pensei: será que é possível realmente ser feliz e não saber?
Essa questionamento me remete a uma postagem minha, antiga, na qual registro algumas impressões sobre felicidade.
Após algum tempo de reflexão cheguei a conclusão que pelo fato de felicidade ser um sentimento, sendo bem racional, não acredito ser possível você sentir uma coisa e não ter consciência dela. Estou errado? Se não temos consciência dela é porque não sentimos realmente. O que pode acontecer é confundirmos sentimentos, darmos nomes, classificarmos sentimentos por engano. Por exemplo, é comum confundir ciúme com inveja. Independente da classificação (identificação do que estamos sentindo) o fato é que temos a consciência que sentimos alguma coisa. Algo nos corroe por dentro, nos causa palpitações, tremedeiras, gagueiras, sudoreses, angústias, medo, etc. Temos consciência dessas reações.
Tudo bem, pode acontecer que reagimos ou tomamos atitudes como consequência de um "sentimento inconsciente". Mas, repito, reforço, se reagimos é porque alguma coisa (ação) está provocando a reação - podemos não saber classifica-la (a ação) mas temos consciência do que estamos fazendo e o porquê de estarmos fazendo, não?
Voltando ao caso da felicidade, considerando que felicidade é um estado, pontual, momentâneo (mais uma vez matemáticamente falando, discreto e não contínuo), não acredito que seja possível sentirmos essa felicidade e não termos consciência, na hora, que algo está acontecendo conosco, está nos dando algum tipo de prazer - repito: podemos até não saber classificar essas sensações como felicidade mas que sentimos conscientemente algo "diferente", sentimos.
Bom, fico por aqui.
Esse post foi mais informal ("fora da forma"), menos "técnico" do que os anteriores.
Acho que estou mudando (ainda bem!) e conscientemente, afinal "navegar é preciso"!
"Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente."
Érico Veríssimo